Thamires MarinhoUniversitária feliz cansada, escritora nas horas vagas, irmã e filha em tempo integral.Tem problemas com relacionamentos, é a rainha do drama pessoal. Gosta de coisas nerds, mas não é nerd! Procura um emprego de verdade enquanto decide o que fazer da vida. Ahh..e quer ser nutricionista.
Sobre o dia que dei a sorte de passar no vestibular
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011| 15:49
"Quando você entra em uma situação tensa, e tudo vem contra você até parecer que você não conseguiria aguentar nem mais um minuto sequer, não desista, pois esta é justamente a situação e momento em que a maré irá virar."
--Harriet Beecher Stowe
Todo mundo aqui em casa sabia que eu tinha passado a semana inteira sem dormir, principalmente quando alguém me acordava cedo e eu falava "Não estou conseguindo dormir, PORQUE RAIOS VOCÊ ME ACORDOU CEDO?" embora as respostas eram sempre variantes do tipo "Sério? do jeito que você estava ali na cama não parecia que tinha problemas com o sono".
Eu realmente não conseguia dormir e o dia do resultado parecia não chegar nunca. Então me arrumei para ir para a casa da Ana logo de manhã (queríamos fazer o dia passar mais rápido), o plano era almoçar e ficar fazendo hora no Parque da Cidade até chegar 5 horas.
Mas as horas voaram e quando pegamos o metrô já eram 15h. Então, apesar do meu medo imenso de ir para UnB, eu estava com muita preguiça de fazer uma escala no parque da cidade, decidimos ir direto para a Unb.
Deus sabe o quanto eu estava morrendo de medo porque não conseguia para de dizer "What am I doing here?". Estava cansada, me sentia deslocada e não queria que as pessoas descobrissem que eu tinha ido lá olhar o resultado, porque se eu não passasse todo mundo ia me ver desmanchar em lágrimas.
A Ana se aproveitou de todo o suporte que eu estava dando para ela e, inevitavelmente saia me arrastando por lá para a gente chegar perto do mural. Em todos os lugares eu conseguia ver muitos estudantes com sacolas de ovos, farinha, tinta e bebida alcoólica e isso me fazia pensar que se eu não passasse também com certeza iria fingir que passei só para não ter que ouvir o povo falando que eu podia tentar uma próxima vez e falando "Não fica assim não Thamy!"
Quando eu vi a concentração de alunos, faltando 5 minutos para às 5h, gelei. Às 5 horas eu conseguia ouvir os gritos dos novos calouros e uma chuva de ovos para tudo quanto é lado. Nessa hora comecei a chorar de medo e só olhava para o chão para ninguém ver algumas lágrimas do meu rosto e quando enfim chegamos ao mural, a Ana tremia muito e então ela gritou levemente "Passei Thamires! Vamos olhar o seu agora". Pausa dramática: Não! então ela sai a procura do meu nome e antes que eu possa chegar perto do mural ela solta um grito mais forte e começa chorar "Você Passou!". E nós duas caímos em lágrimas. O irmão dela chega e a abraça chorando junto. Acho que quem viu pensou que nós não tínhamos passado de tanto que a gente soluçava. Então minha irmã me ligou porque ela pesquisou meu nome no site do Cespe e apareceu (ela achou que estava pesquisando no lugar errado, aquela fofa!).
Disseram-me que meu pai ficou emocionado e nem conseguia acreditar e minha irmã ainda fez questão de mostrar a concorrência enorme (25 por vaga) comparado com as poucas vagas (13). Minha mãe se diz feliz e ainda explica para as amigas "Ela vai fazer faculdade de graça!" quando conta que eu passei.
Sobre o dia que dei a sorte de passar no vestibular
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011| <$BlogItemDateTime$
"Quando você entra em uma situação tensa, e tudo vem contra você até parecer que você não conseguiria aguentar nem mais um minuto sequer, não desista, pois esta é justamente a situação e momento em que a maré irá virar."
--Harriet Beecher Stowe
Todo mundo aqui em casa sabia que eu tinha passado a semana inteira sem dormir, principalmente quando alguém me acordava cedo e eu falava "Não estou conseguindo dormir, PORQUE RAIOS VOCÊ ME ACORDOU CEDO?" embora as respostas eram sempre variantes do tipo "Sério? do jeito que você estava ali na cama não parecia que tinha problemas com o sono".
Eu realmente não conseguia dormir e o dia do resultado parecia não chegar nunca. Então me arrumei para ir para a casa da Ana logo de manhã (queríamos fazer o dia passar mais rápido), o plano era almoçar e ficar fazendo hora no Parque da Cidade até chegar 5 horas.
Mas as horas voaram e quando pegamos o metrô já eram 15h. Então, apesar do meu medo imenso de ir para UnB, eu estava com muita preguiça de fazer uma escala no parque da cidade, decidimos ir direto para a Unb.
Deus sabe o quanto eu estava morrendo de medo porque não conseguia para de dizer "What am I doing here?". Estava cansada, me sentia deslocada e não queria que as pessoas descobrissem que eu tinha ido lá olhar o resultado, porque se eu não passasse todo mundo ia me ver desmanchar em lágrimas.
A Ana se aproveitou de todo o suporte que eu estava dando para ela e, inevitavelmente saia me arrastando por lá para a gente chegar perto do mural. Em todos os lugares eu conseguia ver muitos estudantes com sacolas de ovos, farinha, tinta e bebida alcoólica e isso me fazia pensar que se eu não passasse também com certeza iria fingir que passei só para não ter que ouvir o povo falando que eu podia tentar uma próxima vez e falando "Não fica assim não Thamy!"
Quando eu vi a concentração de alunos, faltando 5 minutos para às 5h, gelei. Às 5 horas eu conseguia ouvir os gritos dos novos calouros e uma chuva de ovos para tudo quanto é lado. Nessa hora comecei a chorar de medo e só olhava para o chão para ninguém ver algumas lágrimas do meu rosto e quando enfim chegamos ao mural, a Ana tremia muito e então ela gritou levemente "Passei Thamires! Vamos olhar o seu agora". Pausa dramática: Não! então ela sai a procura do meu nome e antes que eu possa chegar perto do mural ela solta um grito mais forte e começa chorar "Você Passou!". E nós duas caímos em lágrimas. O irmão dela chega e a abraça chorando junto. Acho que quem viu pensou que nós não tínhamos passado de tanto que a gente soluçava. Então minha irmã me ligou porque ela pesquisou meu nome no site do Cespe e apareceu (ela achou que estava pesquisando no lugar errado, aquela fofa!).
Disseram-me que meu pai ficou emocionado e nem conseguia acreditar e minha irmã ainda fez questão de mostrar a concorrência enorme (25 por vaga) comparado com as poucas vagas (13). Minha mãe se diz feliz e ainda explica para as amigas "Ela vai fazer faculdade de graça!" quando conta que eu passei.
O Jaquetaesaia foi criado por uma adolescente em 2006, de 14 anos que mal sabia mexer num computador, escrevia feito criança porque era de fato muito imatura para idade dela (ainda é). Thamires Marinho é o nome da garota, que prestava vestibular seriado para a Universidade de Brasília, escrevia sobre livros e outras coisas mais em posts confusos, foi descobrindo cada dia mais jeitos de melhorar e se desenvolver na escrita. Talvez ela tenha futuro nisso, quem sabe. O objetivo era apenas escrever, como num diário. Tudo isso por que tem péssima memória, costuma se esquecer do que falou e do que fez, não sabe o número do celular dos pais, mas por incrível que pareça costuma lembrar de dados aleatórios e fisionomias para sempre. Não pensava em fazer amigos, ganhar dinheiro ou ficar famosa.
Em 2009 foi selecionada para participar da coluna Tudo de Blog, da Capricho, onde colaborava com pautas sobre diversos assuntos para a revista, porém mal foi publicada umas duas vezes no site e listada na revista porque a coluna foi extinta. Antes disso, já tinha feito muitas amigas que se multiplicaram feito coelhos e tem diversas amigas que se mantêm até hoje, apesar de conhecer pessoalmente apenas uma: Anne Beatriz, que é a sua melhor amiga virtual, mas vivem separadas por km de distância e só se reencontram quando voam nas férias para Genovia ou nas voltas às aulas em Hogwarts.
Thamy, gastava todo o seu dinheiro em livros e sonha em ter uma biblioteca full-time, adora comédias românticas e dramas até hoje, mas com o tempo foi descobrindo com o tempo que gosta de filmes de ação e suspense e se tivesse a companhia de um namorado, até mesmo gostaria dos de terror ( esperta ela, não?).
Mas não tem tanto tempo para livros como antigamente então prefere mesmo ver seriados, por pura preguiça de usar a imaginação. Recentemente descobriu que gosta de maquiagens, ir a festas e comprar, comprar e comprar. Tudo porque tem um cartão de crédito e nenhum emprego ( ela é quase que totalmente sustentada pelo pai). Empregos, bem, ela não é muito boa com eles o emprego que mais durou foi de 15 dias e já trabalhou apenas por um dia (!) numa Lan House. Ainda bem que ela gosta de estudar, senão, o que seria dessa menina?
Apesar de tudo, podemos dizer que ela adora de tudo: começou a dançar ballet aos 19 anos, estuda Francês e Espanhol por conta própria, rabisca desenhos em todo pedaço de papel que encontra, adora jogar vôlei mesmo não sendo tão boa em esportes e assim vai tentando alcançar a auto-atualização.
Sonha poder viajar para gastar conhecer as outras partes do mundo e ter histórias para contar quando for mais velha ( se ela conseguir se lembrar, é claro), vive planejando viagens que quase nunca realiza, e escreve mil livros que nunca termina.
Hoje cursa Nutrição, na Universidade de Brasília, procura maneira de ficar rica e não ter que arrumar o quarto e sonha em ter um apartamento para morar com a irmã, só para criar um gato sem as perturbações da mãe.
P.S: Odeia descrições em terceira pessoa de si mesma e quase sempre faz um ps depois seus textos.
Layout base por: mymostloved*,
Editado e alterado por Thamires M.
Barra no fim dos posts: < a href="http://blogcandydream.blogspot.com.br/2011/09/colocando-barra-divisoria-no-fim-dos.html"> Candy Dream